Uma só coisa importa: AMAR, biografia da Madre Teresa do Menino Jesus

Ora cá estou eu novamente, para vos transcrever mais um trecho, "será o terceiro" do livro "Uma só coisa importa AMAR", traços biográficos da Madre Teresa do Menino Jesus, escrito pela irmã Maria do Rosário Franquinho Gaspar, cuja primeira edição foi editada em 1978.

Esta, que um dia será beatificada e se tornará Santa aos olhos de todos, tinha como nome de Batismo Joaquina Marques Fragoso, foi professora do ensino primário, tendo efetivado na escola Primária de Miro no ano 1929.

Depois de receber o chamamento de Deus. Não hesitou. Em Junho de 1932, deixou a escola primária e a terra que a acolheu, "Miro", e na qual deixou várias recordações "entre elas uma afilhada ainda viva, de nome Maria de Jesus Machado, mais conhecida por Maria Papoila", para no 15 de Outubro do mesmo ano, deixar a família e o lugar onde nasceu, e entrar em Clausura do Mosteiro das Clarissas do Louriçal.

O apontamento que hoje vos vou transcrever, está nas páginas 82 e 83 e diz o seguinte:

" O Sacerdote que a começou a dirigir, ao compreender que Joaquina não era uma alma vulgar, procurou atraí-la de vários modos ao apostolado da paróquia, prevendo o bem que ali podia fazer. Mas ela jovem, modesta, e aconselhada pela mãe evitou isso, tanto quanto pôde, preferindo exercer antes na paróquia um apostolado de silêncio ou através de simples conselho, por meio de uma palavra oportuna, amiga e sobretudo, pelo exemplo de vida cristã.

Miro, a localidade em que exercia o ensino, era próxima da paroquia de Friúmes, e nem sempre era possível ao Pároco, aí se deslocar. Nessas alturas, embora preferisse o acolhimento pessoal, Joaquina, também para se vencer e prestar um serviço eclesial, não deixava de orientar a oração do terço na igreja, onde levava as crianças atrás, das quais iam muitas vezes as famílias.

Por essa época a Elvira (irmã mais nova e testemunho destas narrações), estava com Joaquina na Escola Primária de Miro, que a habilitou para a 4ª classe e refere um acontecimento que pela sua simplicidade e encanto, mas acima de tudo pelo que traduz, ficou gravado na memória de quem nele participava.

Era o Mês de Maio. as crianças, com ramos de flores, iam em duas filas diante do altar da Mãe de Deus e, ao som de Cânticos, aí as depunham e beijavam de seguida o crucifixo que duas entre elas empunhavam, uma de cada lado em frente do altar, crucifixo, que a Elvira, guardou toda a vida como recordação.     

Hoje fico-me por aqui, como vos tenho dito, não deixem de ler o livro, só lendo estas memórias, entende o valor e a importância que a Professora Joaquina Marques Fragoso, Madre Teresa do Menino Jesus por adoção teve, enquanto ser vivo e mesmo depois da morte, para as gentes e lugares por onde passou. 

Modificado emsegunda, 29 dezembro 2014 12:50
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