Lendas e curiosidades

Fonte
"Fonte de Chafurdo"

"Fonte de Chafurdo"

Na fonte em Miro, existe uma espécie de bancada, que era usada para as pessoas poisarem os cântaros antes de os colocarem ao ombro ou à cabeça. Mas também, segundo diziam, antigamente, aos domingos à tardinha, os namorados às escondidas dos pais iam para ali namorar, sentados na bancada. 

Outra das tradições, era ali "sentadinhos na bancada" que os homens, ofereciam à sua amada "A Roca" como prova do seu amor. Roca essa, que era muito bem trabalhada "à navalha", com de desenhos artísticos "flores", "nomes" ou outros, para estas, se assim entendessem, poderem fiar o "Linho" e a "Estopa", para depois, nos "Teares" fazerem tecidos, com que faziam as suas próprias roupas.

Também, diziam, que as moças, muitas vezes, para poderem estar mais tempo com o seu amado, chegavam ao meio do caminho com o cântaro à cabeça, e despejavam-no, para o poderem voltar a ir encher à fonte.

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"Óh da Barca"

A barca ou bateira era o único meio de transporte que permitia a passagem de pessoas, materiais ou animais, entre as duas margens do rio Mondego, ao longo da sua extensão pelo concelho de Penacova. o grito "Óh da Barca" ficou associado ao barqueiro do rio Mondego, sempre que havia pessoas que o queriam atravessar.

"Óh da Barca", era o grito das pessoas para chamar o barqueiro do outro lado do rio. Destacamos alguns desses locais, como por exemplo no lugar da Azenha do Rio, mais conhecido pela Ponte, onde havia um desses barqueiros, que procedia à travessia entre as duas margens até princípios do séc. XX, mais propriamente até ao ano 1907, ano em que terminou a construção da ponte José Luciano de Castro.

Havia outros locais muito conhecidos e que chegaram até aos anos 70, destacamos em Vale de Intela (fundo do ramal de Miro) o (Ti António de Vale de Intela), na Carvoeira, Rebordosa e Caneiro, onde havia barqueiros que se dedicavam a essa atividade. 

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Próximo de Miro, existia uma velha mina de ouro, dizia-se que a terra que daí se extraia era levada em zorras (espécie de carro de bois sem rodas) até ao Alva, para ser lavada, à procura de pepitas de ouro.